quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Depois de ler e ouvir o valter precisei escrever o valter.
(Gabriel, meu anjo, perdoa-me. Dê um tempo à tua cólera.
Apesar das tuas veias abertas, nunca serás apanhado em maquinações espanholas.)
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| valter hugo mãe |
Diante de ti estava como uma criança nascida sem certidão.
Todos os meus sentidos clamavam pelo teu nome.
Todos os meus sentidos clamavam pelo teu nome.
Tua voz acarinhava minha pele curiosamente macia,
como que nascida para esse som.
Quem és tu, esse que esquarteja mulheres e profana as santas,
decepando a beleza de seu altar?
Na tua língua mãe
como que nascida para esse som.
Quem és tu, esse que esquarteja mulheres e profana as santas,
decepando a beleza de seu altar?
Na tua língua mãe
vivo a violência do Serapião,
ansiosa pelas tuas letras
ansiosa pelas tuas letras
como se essas tuas tetas
pudessem me deleitar.
Ó pá!
Ô pessoa do valter!
Corajosamente contornastes uma cintura calejada
até chegar à liquidez mais profunda do meu sexo
e ali navegar sua descoberta.
Enfiaste o português corpo a dentro,
com um tesão de fazer inveja às mais tristes putas.
Ó pá!
Ô pessoa do valter!
Corajosamente contornastes uma cintura calejada
até chegar à liquidez mais profunda do meu sexo
e ali navegar sua descoberta.
Enfiaste o português corpo a dentro,
com um tesão de fazer inveja às mais tristes putas.
(Gabriel, meu anjo, perdoa-me. Dê um tempo à tua cólera.
Apesar das tuas veias abertas, nunca serás apanhado em maquinações espanholas.)
sábado, 24 de setembro de 2011
Quando o mundo aperta
ainda mais fortes,
transparentes a qualquer sensação.
De forma que eu choro,
bem no centro da minha garganta.
E minhas paredes apertam.
Bem ou mal minhas paredes apertam.
Choro no centro da minha garganta.
Afinal, onde está sua mão pra eu descansar a voz?
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Sem título
Formigas me arranham por baixo da pele.
Todos esses pequenos eus formigam, colonizando minha carne
dessa estranha gente.
dessa estranha gente.
Assopra a fumaça morna de velas rezadas
por onde respira o formigueiro que trabalha em mim.
Quero a paz incensada dos templos.
De todos os tempos:
O imemorial.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Onde descansar os mortos
Depois do ódio alemão e do calor de Hiroshima,
caminhamos pela terra árida como se fosse um jardim.
Arrastamos nossos mortos até um lugar onde se podia avistar toda a devastação.
Encontramos finalmente um rio
assoreado por lixo atemporal.
Mas a água não precisa estar limpa, só precisa estar lá.
Descansamos nossos mortos na margem.
Pisamos o leito macio do rio.
As águas encardidas amolecendo os tornozelos.
Deitamos ali mesmo. A lama era a única cama possível.
A água a escorrer por nossos corpos em cachoeira.
Dormimos sonhos impecáveis até quase afogar.
E esperamos nossos mortos secarem ao sol
antes de cumprirem a missão sagrada de adubar o mundo.
domingo, 17 de abril de 2011
Laços e nós
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